Ciclo da Vida para crianças de 2-5 anos de idade
- Evatania Azevedo
- 8 de jun. de 2022
- 2 min de leitura

Precisamos falar sobre dor e perda com nossas crianças. Dor da saudade e compreensão sobre despedidas e morte.
Falar sobre esse assunto ainda é tabu para familiares de crianças, e quando acontece essa perda muitos optam por aguardar um melhor momento até que a criança já tenha entendido que isso acontece. Acredito que esta é uma estratégia possível se olharmos que a perda é de alguém, não tão próximo da criança.
No entanto, existem situações que aguardar esse tempo não seja algo positivo.
Então, como agir?
Considerando que esse assunto é necessário, sugiro que seja promovido quando não for necessário, abordando um livro ou um filme, elaborando uma reflexão leve, mas verdadeira e com significado.
Existem muitos livros com essa temática para expor o assunto para as mais variadas idades. No entanto, caso esse tema seja difícil de abordar, é sempre bom verificar se o adulto responsável por falar sobre o assunto já superou seus possíveis traumas referente a morte.
Caso contrário o mesmo trauma poderá perpetuar na criança, e assim um trauma novo se estabelecerá.
Muitos psicoeducadores estão aptos para auxiliarem nesta tarefa, tanto em caráter preventivo como num momento de luto estabelecido.
Vale ressaltar que o luto mexe com muitos sentimentos novos para pais e filhos e alguns outros velhos conhecidos. Reconhecê-los, identificá-los e desmistificar os conceitos sobre morte e vida é fundamental quando se fala em saúde mental.
Vou deixar sugestões preventivas:
Um livro doce e verdadeiro numa linguagem apropriada para crianças de 2 a 5 anos. Esse livro serve como porta que abre o diálogo entre pais e filhos, professores e alunos, terapeutas e seus clientes. O livro é das psicólogas Luciana Mazorra e Valéria Tinoco “ O dia em que o passarinho não cantou” incluído no projeto do publicitário Irineu Villanoeva Junior.
Vejam esse trabalho esclarecedor, que desmitifica o processo de vida e morte para todos nós.
Tudo começa quando pais decidem tocar neste assunto de forma leve e verdadeira. Esse é um processo de aprendizagem e reconhecimento do sentimento de saudade, do amor e da equilibração de outros sentimentos decorrentes.
O projeto do Irineu é solidário e todos podemos ajudá-lo na divulgação. Sem pressa pra viver.
Autoconhecimento, conscientização e psicoeducação a serviço de um bem viver para todos.

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