A culpa é um terreno infértil
- Camila Pazini
- 15 de mar. de 2021
- 1 min de leitura
Atualizado: 1 de abr. de 2021

A culpa é uma emoção difícil, pois não é um sentimento verdadeiro como a tristeza, a raiva ou o medo. É um estado de condenação interior. É a natureza punitiva de nossa consciência que diz "você é mau" - Henry Cloud
Culpa é água parada. É o leite derramado que nos faz chorar enquanto olhamos para trás - aquele tempo onde já não dá mais para agir e nos prende na areia movediça da punição.
Pode parecer necessário se render a culpa, como forma de aprender a lição e não mais repetir aquele ato digno de condenação. Mas tendo em vista a natureza destrutiva da culpa, será mesmo que ela constrói?
A culpa é terreno infértil, que bloqueia a criatividade, o prazer, o desfrute. Sem esses elementos, a terra fica árida, impermeável e nada viceja.
Sair do ciclo de culpa-punição requer permissão para abandonar o ciclo vicioso, reconhecimento da responsabilidade e perdão para que a liberação aconteça.
Permissão areja e abre o olhar para novas possibilidades. Reconhecimento possibilita seguir, admitindo que o ato cometido foi danoso, tendo ou não a intenção, mas que agora há uma nova consciência a respeito disso. E o perdão viabiliza o rio da vida fluir para frente, que é a única direção possível.

Pouca vida nova pode surgir sem que ocorra um declínio na que havia antes - Clarissa Pinkola Estés
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